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| O Momento Global da Estratégia do
Conhecimento Debra M. Amidon Atualmente, diversas conferências apresentam aspectos da economia do conhecimento em toda parte do globo. O que começou em 1987, como uma iniciativa para atrelar o capital intelectual de uma nação, agora envolve uma agenda global de colaboração internacional. A tecnologia de gestão é universal e pode ser aplicada a empresas de pequeno, médio e grande porte. O foco no conhecimento pode ser aplicado tanto para organizações com ou sem fim lucrativo. Esta idéia permite que todos os níveis da economia, desde o indivíduo até à sociedade, compartilhem o mesmo objetivo. Em apenas cinco anos, a empresa ENTOVATION Network (http://www.entovation.com/entovatn/entnet.htm) cresceu de tal forma que inclui profissionais ligados à diversas funções, indústrias e regiões do mundo. Os benefícios estão apenas começando. Recentemente, fizemos uma pesquisa com uma parcela dessa rede de contatos para a criar o Mapa Global das Lideranças do Conhecimento (Global Knowledge Leadership Map) (http://www.entovation.com/kleadmap/). Os resultados foram apresentados na 20a conferência anual McMaster Business que ocorreu no dia 20 de janeiro de 1999, em Hamilton, Ontário, Canadá, com o trabalho "Tour de Knowledge Monde." As reflexões e aspirações de representantes de mais de 30 países foram mostradas. As suas respostas documentaram as múltiplas facetas da experiência dos profissionais do conhecimento, assim como sua ampla abrangência geográfica, vinda de países industrializados e em desenvolvimento. Os leitores começarão a ver o surgimento de uma linguagem comum e de uma visão compartilhada. As Respostas Globais: Similares Porém VariadasOs profissionais que ofereceram seus comentários eram de diversos países: Alemanha, Argentina, Arábia Saudita, Áustria, Austrália, Bermudas, Brasil, Canadá, China, Colômbia, Coréia, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Israel, Itália, Malásia, México, Nova Zelândia, Noruega, Países Baixos, Paraguai, Peru, Polônia, Reino Unido, Singapura, Suécia, Suíça, Turquia e Venezuela. De propósito, alguns dos líderes mais conhecidos no campo, assim como recém- formados de programas de doutorado foram selecionados para participar. Obtivemos informações de diretores e empresários. Havia teóricos ou acadêmicos, assim como profissionais de diversas funções. Muitos consideravam a integração das duas "formas básicas de inovação atuais" como suas funções. Existem algumas similaridades surpreendentes na forma com que os problemas, questões e soluções foram caracterizadas. Por outro lado, existiram também diversas posições contrárias aos tópicos, o que nos levou a acreditar que o campo do conhecimento está começando a amadurecer de modo que os conceitos e práticas podem ser debatidos uma grande diferença de poucos anos atrás, quando quase não podiam ser discutidos. Por exemplo, alguns acreditavam que a economia do conhecimento era uma questão filosófica e que teria sido influenciada por filósofos históricos e modernos. Outros acreditavam que o campo da gestão do conhecimento atrai filósofos e interessados. Um entrevistado achava que existia uma necessidade de influenciar gerentes de cargo médio, enquanto outros achavam que isto era essencial à agenda dos gerentes de alto cargo. Mais ainda, outros acreditavam que isto é uma revolução, um movimento de base gerando transformações fundamentais. Muitos descreveram o quanto complexo era o tema envolvendo aspectos globais, multi-disciplinários e multi-dimensional; enquanto outros achavam que isto não era algo novo, somente uma questão de bom senso comum. Alguns acharam que eles estavam lutando com novos conceitos e linguagem; outros diziam que era um foco antigo do princípio dos tempos quando os homens começaram a se comunicar. Diversos entrevistados eram do campo de qualidade ou reengenharia, mas todos consideravam que este novo direcionamento forneceria mais resultados sustentáveis. A liderança necessária foi descrita como "encorajadora", "inspiradora" e "visual/visível". Alguns dos entrevistados descreveram isto como uma mudança da perspectiva micro- para a macro-cósmica do mundo. Outros acharam que era uma questão de fazer a visão macro-cósmica mais operacional. A observação mais constrangedora foi que não se pode dizer quem é um teórico e quem é um prático. Houve muitas surpresas. Três coisas ficaram bem claras. Primeiro, a transformação é mais uma função da mudança de comportamento e cultura do que de tecnologia. Segundo, essas mudanças são difíceis, mas valem o esforço. Terceiro, todos parecem sentir que estamos no caminho certo para um futuro mais próspero. Respostas das Questões a. Quais são as origens do seu interesse pelo campo do conhecimento? Os profissionais do conhecimento vêm dos mais diversos campos e disciplinas: física, química, medicina, política de C&T, desenvolvimento de tecnologia, administração de empresas, psicologia, produção, contabilidade, telecomunicações, desenvolvimento de software, sistemas de informação, economia, entre outros. As responsabilidades dos profissionais eram: transferência de tecnologia, licenciamento, gerência dos recursos humanos, reengenharia dos processos administrativos, alianças estratégicas, qualidade, comunicações, processamento do conhecimento, gerência de estresse, dinâmica de sistemas, destacamento de conhecimento, mapeamento e modelagem, entre outros. O escopo do seus trabalhos atuais variavam na ligação entre as estratégias de tecnologia e as transformações organizacionais e de planejamento, no desenvolvimento de um método científico para a liderança do conhecimento, na intervenção governamental e na criação de uma compreensão geral do futuro. b. Quem lhe influenciou e por que? Gerentes, pais, família, amigos, colegas, clientes e líderes espirituais foram os que influenciaram os entrevistados em diversas formas. Eles apreenderam daqueles que eram competentes e daqueles que não eram. Muitos professores acadêmicos que representam uma parte de todas as ciências foram nomeados. Diversos autores lhes orientaram, seja por meio de livros e/ou artigos de pesquisa (p. ex., Nonaka, Amidon, Sveiby, Skyrme, Senge, Stewart, Edvinsson, Savage, Davenport, Peters, Kogut, e Ackoff); mas nenhum deu tanto impacto como Peter F. Drucker. Claro que houveram diversos outros que foram referência, tais como: Argyris, Effendi, Marcic, Davis, Bacon, Hume, Shein, Kantor, Kofman, Dodgson, Zohar, Lev, Hall, Husserl, Hegel, o jovem Marx, Masuda, McLuhan, Polyani, Wittgentein, Shannon, Simon, March, entre outros. Alguns são bem conhecidos no campo do conhecimento, enquanto que outros representam a influência de outras comunidades. Foi bastante interessante a referência de alguns presidentes fundadores de empresas, tais como: George Kozmetsky (também presente no Mapa), Regis McKenna, e Arie de Gues, todos bem conhecidos pelos autores. Houve também outros diretores, tais como: Andy Law (da Fast Company), Keith Davies (do Institute for Life Long Learning) e Norman Strauss (da Ethos Metasystems). Ainda outras referências foram o "cluster de pessoas e rede de contatos", com a idéia de "comunidade de prática", tanto humano quanto técnica. c. Quais foram os maiores desafios enfrentados? Todos parecem estar ganhando conhecimento dos conceitos. Claro, tal compreensão nos leva somente a necessidade de obter uma maior compreensão. Muitos colocaram claramente os conceitos na prática e estão muito mais preocupados com as estratégias de implementação, com os objetivos de comunicação, com a criação de valor e com a manutenção do momento. Em primeiro lugar, existe uma necessidade para a compreensão do valor real do conhecimento. Não podemos nos perder com meras palavras. Existem novas definições de termos que muitas vezes são confusas. Existem perspectivas absurdas no campo em que precisam ser racionalizadas. Isto deve ser aplicado tanto para a filosofia como para a prática. Existe uma necessidade para relacionar as noções do potencial humano com os resultados econômicos. O valor da proposição mudou do custo de qualidade e tempo para economia, comportamento e tecnologia. Em resumo, as pessoas estão buscando novas formas para ir além dos profundos compromissos emocionais a um objetivo com mais direção no pensamento racional sobre as ferramentas e técnicas relevantes. Isto ficou caracterizado como sendo a "liderança" verso a "última geração". Como podemos articular a agenda do conhecimento em termos de uma gestão pragmática ao invés de uma filosofia acadêmica? Em segundo lugar, existe uma necessidade para modificar as empresas, políticas nacionais e a sociedade como um todo. As velhas regras simplesmente não se aplicam a novas realidades econômicas. Com algumas considerações, vivemos uma dinâmica de mudança de quinta geração e operamos uma tecnologia de gestão de segunda ou terceira geração. Muitos descreveram novas formas de organização: auto-gerenciável, com o trabalho de redes de contato e com um objetivo bem claro. Poderemos mesmo estar inovando a arte de liderança como um todo para uma gestão mais adequada ao século 21. Isto requer aqueles que se sentem confortáveis com a adaptação de novos mecanismos (p.ex., o cartão de pontos balanceado, a visualização do capital intelectual). Como poderemos mudar de um pensamento clássico/tradicional para um mais flexível, moderno e operacional, capaz de levar vantagens desse campo emergente? Como poderemos preparar pessoas e organizações para agir mais inteligentemente? Como poderemos "fazer com que o conhecimento seja tão importante e mensurável como o tempo, o processo de produção, a redução de custo e a produtividade". Em terceiro lugar, existe uma necessidade para criar mecanismos de suporte aos profissionais de forma a colocar os conceitos em prática. Parece que o suporte técnico está bem mais disponível do que pensávamos, apesar de admitir que a tecnologia é muitas vezes não usada. O potencial ainda deve ser percebido. Apesar dos contatos feitos pela Intranet serem efetivos na promoção de conferências internas e de que a Internet permitiu criar um rede de contatos global, é claro a necessidade por novas classes de ferramentas para criar, codificar, trocar e aplicar efetivamente e eficazmente o novo conhecimento. Muitas das pesquisas de visualização e modelagem estão sendo modificadas para este fim. Precisamos desafiar o pensamento tradicional. Para criar inteiramente novas filosofias, padrões e práticas de gestão, precisamos também novos modelos de êxito, completados com exemplos de estudo de caso. Os profissionais de diversos países necessitam mensagens poderosas para convencer suas comunidades empresariais e os representantes governamentais a tomarem novas medidas. Muitos aceitam esta base de raciocínio e já começaram a articular seus desejos de se tornarem empresas baseadas no conhecimento ou nações baseadas no conhecimento e estão agora buscando opções para implementa-los. Existe provavelmente algum tipo de mapeamento da "ordem internacional" a ser feito de forma que podemos apreender com os outros. d. O que foi capaz de alcançar? Diversas respostas variadas foram obtidas daqueles que acharam que alcançaram "pouco" ou que pensam que tiveram um "progresso significativo". Houve, com certeza, muitos que tinham resultados de pesquisas a ser relatados. Entretanto, essas pesquisas nem sempre foram feitas em laboratórios acadêmicos. Em muitos casos, os resultados foram obtidos de ações e de aprendizagem colaborativa onde pessoas podiam usar as conexões entre as disciplinas e através das fronteiras funcionais e até mesmo industriais. A maioria das respostas, entretanto, tiveram um espírito bem nacionalista, com exceção das atividades na Europa que promoveram uma visão mais regional para o bem-estar econômico. Alguns fizeram a conexão entre a missão e o desempenho. Outros influenciaram o processo de linguagem e de retirar as barreiras. Muitos deles praticaram o ensinado, iniciando e participando de uma variedade de times de trabalho, redes de contato e grupos de interesse especial dedicados ao conhecimento e/ou inovação como foco. Alguns mesmo uniram os dois. Para alguns entrevistados, o progresso foi devido a sua própria iniciativa, cristalizando a agenda em termos do que poderiam formalizar em um instituto de pesquisa, uma casa de títulos, um questionário, um programa universitário, uma firma star-up, um produto ou serviço específico. Muitos autorizaram seus livros e artigos e estão ativos na "comunidade de prática do conhecimento". Todos eles se consideraram como aprendizes, mais do que líderes; mas cada um está realizando uma contribuição significativa ao campo. Muitos comentaram que esse trabalho é sem fim e "está em constante progresso". Foram capazes de realizar algumas partes desse trabalho, mas nunca de fazer o potencial dos amplos objetivos que dominam e o potencial que essa economia traz. A maioria dos entrevistados compartilhou a idéia de não entender o quadro total e valor de enxergar a oportunidade como um todo. e. O que precisa ainda ser feito? Colocando de forma simples, existe um acordo de que há muito ainda a ser feito, quase tudo. Muitos perceberam que estamos somente no começo de uma grande transformação que levará décadas. Estamos apenas na superfície do impacto real dessa nova economia. Levará anos para que uma linguagem comum surja. Precisamos relacionar as raízes de herança com a visão de que possa vir (ou seja, recuperar-se dos efeitos de downsizing e reengenharia). Em primeiro lugar, precisamos novos conceitos e articulações em palavras que são facilmente compreendidas, e mesmo, implantadas. Elas devem ser fáceis para os gerentes sem serem simples. O conhecimento deve ser visto como um recurso, e em alguns casos, mesmo como um produto bruto do qual produtos e serviços são desenvolvidos. Precisamos documentar a importância desse "capital de conhecimento" como um ativo precioso à gestão para obter benefícios a uma organização assim como também a sustentação da humanidade. Precisamos uma teoria econômica do conhecimento. Em segundo lugar, precisamos reconhecer dar a atenção devida e fazer a oportunidade mais pública. A visão deve ser visível. Devemos sobrepor o paradigma tradicional de "ter para si o conhecimento" e criar novos métodos e incentivos para compartilhar o conhecimento. Devemos captar a atenção dos gerentes de alto cargo, dos gerentes de cargo médio e dos novatos no campo. "Mover o debate do conteúdo tecnológico" diz um entrevistado. Um outro diz: "mover o debate da sua essência para o processo inovador". Em terceiro lugar, devemos criar um ambiente para administrar a informação coletiva e uma cultura inovadora que valorize novas idéias e medidas de risco responsáveis. As instituições acadêmicas e os líderes industriais e governamentais têm algo a contribuir, e mais ainda, a apreender. O foco deve ser na interação, na interdependência e na colaboração, e não na competição. Precisamos trazer o Leste junto ao Oeste de forma a apoiar e alavancar a criatividade de cada um. Em quarto lugar, precisamos métodos práticos e aceitáveis para medir o capital intelectual, assim como o emprego efetivo da tecnologia de gestão do conhecimento. A cadeia de oferta precisa estar re-desenhada como sendo um sistema de valor inovador. Precisamos métodos mais sistemáticos de avaliação e quadros de trabalho institucionais que suportem esses métodos modernos. Precisamos métodos de treinamento efetivo para os gerentes administrativos e de tecnologia. Precisamos mais exemplos de êxito e de fracasso, narrações que contem a arte da economia do conhecimento. Precisamos mais formas inteligentes de diálogo, tanto eletrônico como pessoal. Precisamos fazer com que a comunidade virtual torne-se gerenciável dentro desta estrutura como "células de conhecimento". Precisamos um sistema de valor novo baseado no trabalho cooperativo. f. Qual é a sua visão para a economia do conhecimento? Não existe forma de fazer justiça às diversas visões apresentadas. De um modo bem claro, o conhecimento é visto como um motor na criação de valor. O que se espera para o futuro é ou deve ser baseado em valores, competências e qualidade dos relacionamentos. É uma economia aberta onde o conhecimento não é limitado e gerenciado como um "bem privado". As razões são devido a ampla natureza dos recursos e a sua qualidade a multiplicar-se com os outros. Nessa nova economia, estamos inovando trabalhos para a criação de um mundo justo, sem pobreza, doenças ou violência. É uma economia direcionada ao desenvolvimento sustentável que coloca o conhecimento como necessidade ou oportunidade. É uma economia em que seu escopo é transnacional, balanceando as necessidades locais e nacionais com um escopo global. A força motora é a criação de uma Sociedade com uma qualidade de vida e um aumento dos padrões de vida em todo o mundo. As iniciativas começam com o indivíduo aonde se encontra o conhecimento. O que foi dito... Encontra-se, abaixo, alguns exemplos de comentários feitos pelos participantes que fazem parte do Mapa:
Em breveEstamos analisando as respostas para fornecer uma síntese detalhada do que os comentários feitos pelos Líderes Globais do Conhecimento (Global KNowledge Leaders). Logo, esta informação estará disponível, custando $49.00 mais os custos de remessa. Descontos podem ser obtidos quando pedido mais de 6 cópias. Para reservar a sua cópia, favor enviar uma mensagem para Kathaleen Rooney - email: debra@entovation.com (Kathaleen Rooney). Os participantes entrarão num diálogo on-line dialogue para melhor explorar os seus valores, competências e visões. Fique ligado na análise contínua. AgradecimentosEste projeto não poderia ter ocorrido sem:
Manteremos você informado dos desenvolvimentos futuros, mas enquanto isto visite o Mapa das Lideranças do Conhecimento (Knowledge Leadership Map) na http://www.entovation.com/kleadmap e descubra mais informações sobre a economia do conhecimento ao redor do mundo. Email: debra@entovation.com This article was first published in I3 UPDATE Special Edition, February 1999, which also had an events calendar and other snippets. Traduzido por Rodrigo Weber, Paraná Tecnologia, Com apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, rweber@pr.senai.br. |
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